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Trombose Venosa Profunda (TVP)
09/02/2011, porHugo Coelho Neves
...o pricipal é evitar o aparecimento de uma TVP, produzindo estratégias pra diminuir os fatores de riscos possiveis...
Avaliação com Doppler Vascular

Uma doença que se caracteriza por uma formação de coágulos (trombos) em veias profundas, levando a uma obstrução total ou parcial da veia afetada, principalmente dos membros inferiores. Desenvolve-se apartir de um dos fatores da Tríade de Virchow, que são: Estase Venosa (diminuição do fluxo venoso), Lesão Endotelial (proporcionando diretamente a formação de trombos), Hipercoagulabilidade (sangue fica mais suscetível à formação de coágulos).


Há pessoas que possuem maiores possibilidades de apresentar essa patologia, os fatores de riscos já relatados são: tromboembolismo venoso prévio, história prévia de embolia pulmonar, varizes, pós-cirurgias, imobilização prolongada, obesidade, idade (superior aos 40 anos), uso de anticoncepcionais, gravidez e puerpério, insuficiência cardíaca, entre outros. Ressaltando que esses fatores estão diretamente relacionados com Tríade de Virchow.


A TVP se manifesta de formas variadas, sendo as alterações baseadas na obstrução venosa, reação inflamatória do vaso e dos tecidos vizinhos e pelo deslocamento total ou parcial do trombo. Variando da forma assintomática à sintomática, sendo os sinais e sintomas encontrados: sinais flogístico (dor, rubor, calor e edema) no local, rigidez da musculatura da panturrilha, dor à palpação muscular, sinal de Homans (desconforto na panturrilha após dorsoflexão passiva do pé).  Sendo a embolia pulmonar, uma complicação mais grave, e pode surgir  como consequência da movimentação do trombo.


 Há dois quadros clínicos, que traduzem maior gravidade e requer uma atenção direcionada. A Flegmasia alba dolens: ocorre geralmente devido a um trombo localizado no seguimento femoroilíaco, se caracterizando por dor e edema intensos e palidez (pelo arterioespasmo, com dimiuição dos pulsos distais). E a Flegmasia cerúlea dolens:  ocorre pela obstrução total ou quase total do seguimento femoroilíaco, de suas colaterais e, algumas vezes, das veias poplíteas, acarretando uma estagnação sanguínea total do membro.  Normalmente é uma evolução da Flegmasia alba, e se caracteriza por uma dor de grande intensidade e por formar rapidamente edema intenso e  tornar o membro inferior cianótico, frio e tenso.


Pode ter uma grande suspeita pela clínica, mas para fazer um diagnóstico de certeza é necessário realizar alguns exames complementares como: flebografia, ecocolordoppler, ressonância nuclear magnética, entre outros.


No Tratamento utiliza-se anticoagulantes (medicações que impedem a formação de novos trombos) e regulando a dosagem pelo valor do INR, diminuindo a chance de complicações mais graves como a embolia pulmonar. Todavia, o pricipal é evitar o aparecimento de uma TVP, produzindo estratégias pra diminuir os fatores de riscos possiveis, como exemplos: a administração de anticoagulante (doses baixas) em pacientes acamados, o uso de meias elásticas para portadores de insuficiência venosa crônica. E até o exercício físico (caminhada,...) é uma prática simples e de grande importância para prevenção dessa patologia.


Porém, diante  de qualquer uma dessas alterações, procure um serviço de Angiologia para uma avaliação especializada e um tratamento adequado. Pois quanto mais rápido o diagnóstico, mais eficaz será o tratamento e menos chances de riscos para sua saúde vascular e geral.


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