Dr Hugo C. Neves e Dr Edson A. Neves
Estética das Pernas

Estrias como prevenir

por , 16/09/2011

As estrias normalmente surgem em grupos por várias regiões do corpo, principalmente nas mulheres. São resultantes da ruptura das fibras de colágeno e elastina da pele

 Mulheres com grande predisposição hereditária a desenvolvê-las já as apresentam desde o início da adolescência, nas costas, nas coxas ou atrás dos joelhos. E quando adultas, apresentam-nas mais nos quadris e nas nádegas, podendo chegar a se instalar nos seios, principalmente decorrente de obesidade ou gravidez.


Atualmente, as clínicas de estética oferecem uma enorme variedade de tratamentos antiestrias. E a tendência que vem ganhando destaque na mídia e bons resultados na prática é a mesclagem de técnicas com uso de substâncias novas e de outras já conhecidas, para minorar a complexidade desta patologia que quebra a harmonia da pele como cicatrizes.


Tida no passado como “irreversível”, mas hoje, sem dúvida, podemos afirmar, que já vale a pena ser tratada, na certeza de se conseguir um grande alívio neste desconforto estético terrível para os atuais exigentes padrões de beleza de nossa sociedade.


 Como surgem


As estrias, este mal estético que aflige a aparência corporal das pessoas, surgem a partir da ruptura das fibras de colágeno e elastina tecidual. Podem acometer ambos os sexos, surgindo principalmente na adolescência, geralmente nas costas e por detrás dos joelhos, como decorrência do estirão (crescimento muito rápido que ocorre neste período do desenvolvimento), que acaba por não dar tempo para que a pele se adapte aos novos contornos do corpo.


Na idade adulta, instalam-se, preferencialmente nas mulheres, na região do bumbum e no quadril. Acometendo não só as pessoas com herança genética, predisponentes, mas também aquelas que sofreram uma hiper extensibilidade da pele devido ao aumento de peso, o chamado  efeito sanfona, onde a pessoa engorda e emagrece repetidas vezes. Semelhante ao que acontece durante a gravidez. Sendo que, no período gestacional, costumam se instalar na mama, no abdômen e na coxa.


São resultantes da ruptura das fibras de colágeno e elastina da pele e podem se desencadear após tratamentos sistêmicos ou tópicos com corticosteróides. Na gravidez e na Síndrome de Cushing, as estrias ocorrem devido à atividade adrenocortical. Portanto, evite, sempre que possível, remédios à base de cortisona, tanto os que se ingere como os que se aplicam na pele, pois enfraquecem as fibras elásticas e causam rupturas da pele.


 Como prevenir


Afirmar de forma segura as medidas preventivas para as estrias seria muita pretensão, sendo impossível, até o momento, prever quem, no futuro, virá a desenvolver essas marcas que provêm das rupturas das fibras de colágeno e elastina, gerando sulcos na superfície da pele.


Existem fatores circunstanciais e genéticos que tornam umas pessoas mais propensas, levando à ocorrência de distúrbios hormonais: aumento de peso brusco, pele desidratada, crescimento abrupto (estirão da adolescência) e excessivo uso de medicamentos.


Posso indicar três formas básicas com relativa possibilidade de minorar este mal, que afeta fortemente a estética corporal, principalmente das mulheres. Uma, seria priorizar na sua rotina diária um momento para fazer a sua hidratação da pele, nutrindo-a com produtos emolientes (ex: óleos vegetais de amêndoa ou semente de uva) principalmente nas regiões de maior ocorrência (coxas, nádegas, mamas e dorso do tronco). Outra, seria a adoção de uma dieta saudável e equilibrada com hidratação diária regular (dois litros de água), restringindo os alimentos calóricos e moderando também o consumo de doces e salgados.


E,  selando este conjunto de medidas, indicaria, com destaque especial, duas a três vezes por semana, a drenagem linfática manual como a forma mais natural de manutenção da regulação dinâmica dos líquidos corporais.


Essas atitudes, por contribuírem na manutenção do seu percentual de gordura, evitando as variações bruscas de peso, poderão ajudar na preservação de elasticidade da pele e na sustentação do tecido conjuntivo.


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 


 

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